Uma esquerda europeia nas últimas
"A esquerda europeia deveria ir toda à Suécia", escreve Le Monde no seu editorial. Para analisar o "duplo sismo político" [a entrada no Parlamento da extrema-direita e os maus resultados do Partido Social Democrata] que sacudiu a Suécia, "o pai da social-democracia moderna e do Estado providência mais atuante neste meio século", o diário cita as teses de Raffaele Simone, entrevistado nas suas colunas. Para o linguista italiano, escreve Le Monde, é "o esgotamento intelectual da esquerda que explica o triunfo da direita um pouco por todo o lado no Velho Continente". Uma "esquerda que mostra não ter percebido nada da verdadeira mudança civilizacional da vitória do individualismo e do consumo" e que, até há bem pouco tempo, "se recusou a discutir a imigração em massa e clandestina". Para o diário francês, a imigração controlada, "necessária para manter o Estado providência na nossa sociedade envelhecida, implica um imenso esforço de inserção que não foi feito". Este esforço tem um preço, acrescenta o diário: "O Estado providência europeu só irá sobreviver se intervir menos nos domínios tradicionais – saúde, reformas – e mais na sua nova função de inserção dos imigrantes?" Para Le Monde, esta foi a questão fundamental colocada em Estocolmo.
"A esquerda europeia deveria ir toda à Suécia", escreve Le Monde no seu editorial. Para analisar o "duplo sismo político" [a entrada no Parlamento da extrema-direita e os maus resultados do Partido Social Democrata] que sacudiu a Suécia, "o pai da social-democracia moderna e do Estado providência mais atuante neste meio século", o diário cita as teses de Raffaele Simone, entrevistado nas suas colunas. Para o linguista italiano, escreve Le Monde, é "o esgotamento intelectual da esquerda que explica o triunfo da direita um pouco por todo o lado no Velho Continente". Uma "esquerda que mostra não ter percebido nada da verdadeira mudança civilizacional da vitória do individualismo e do consumo" e que, até há bem pouco tempo, "se recusou a discutir a imigração em massa e clandestina". Para o diário francês, a imigração controlada, "necessária para manter o Estado providência na nossa sociedade envelhecida, implica um imenso esforço de inserção que não foi feito". Este esforço tem um preço, acrescenta o diário: "O Estado providência europeu só irá sobreviver se intervir menos nos domínios tradicionais – saúde, reformas – e mais na sua nova função de inserção dos imigrantes?" Para Le Monde, esta foi a questão fundamental colocada em Estocolmo.
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